quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

As Três Fases de Jesus Cristo


Jesus Antes de Sua Primeira Sua Vinda
João 1:1
1     No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2     Ele estava no princípio com Deus.
3     Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4     Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
5     E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

Nos versículos do livro de João 1: 1 – 3 descreve claramente a pessoa de Cristo (O Verbo) como Deus.

Leia A Trindade de Agostinho de Hipona.
http://www.aprendendoteologia.blogspot.com/2012/01/trindade.html
(Se o link não funcionar copie e cole no seu navegador) 

Jesus no Velho Testamento
Nos capítulos 52 e 53 do livro de Isaias descrevem o sacrifico do Messias aproximadamente de 400 anos antes da vinda de Cristo.  O texto é uma profecia que se cumpriu no novo testamento.

Isaias 52:13
13     Eis que o meu servo procederá com prudência; será exaltado, e elevado, e mui sublime.
14 Como pasmaram muitos à vista dele, pois o seu parecer estava tão desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua figura mais do que a dos outros filhos dos homens.

Isaias 53:1
Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do SENHOR?
   Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.
   Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
4     Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.
5     Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
6     Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
 7     Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
 8     Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.
9     E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.
10     Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão.
 11     Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniqüidades deles levará sobre si.
12     Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.

Jesus no Novo Testamento
Jesus nasceu e fez a vontade de Deus cumprindo assim as profecias messiânicas do velho testamento. Nasceu, cresceu e morreu, mas se manteve santo devido a sua natureza divina. Depois da crucificação Jesus apresentou se vivo sendo visto por muitos. Jesus ressuscitou sendo o primogênito dos mortos e continuou a pregar o reino de Deus em um período de 40 dias até que retornou para o céu a direita do Pai.

Atos dos Apóstolos
1     Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,
2     Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;
3     Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.
4     E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.
5     Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.
6     Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?
7     E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.
8     Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.
9     E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.
10     E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco.
11     Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.

Jesus Ressurreto
O livro de Apocalipse significa Revelação e o foco principal do livro não é mostrar o fim do mundo, mas sim Jesus Cristo Glorificado.

Romanos 14:11 Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.

Apocalipse 7:10
10     E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.
11     E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus,
12     Dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém.
13     E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?
14     E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. 
15     Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra.
16     Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles.
17     Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.

Apocalipse 11:16
E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus,
17     Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste.
18     E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.

Apocalipse 22:13-15
13     Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro.
14     Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
15     Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

João 14:6
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.


Não devemos somente aceitar a Cristo como também devemos buscar conhecê-lo cada vez mais.
Cristo se revela a nós através das Sagradas Escrituras. É fundamental conhecer as passagens Bíblicas a respeito de Cristo tanto no velho testamento como no novo testamento. Os versículos selecionados da Bíblia contidos no texto descrevem bem as três fases de Jesus e também a importância da pessoa de Cristo.

A Palavra cristão significa pequeno Cristo. O cristão deve se espelhar em cristo e andar como ele andou. O cristão deve buscar se tornar uma cópia submissa de Cristo. Nos dias de hoje essa palavra foi deixada um pouco de lado, pois no Brasil se popularizou o termo Evangélico que vem de Evangelho e significa Boas Novas. O termo correto referente a uma pessoa que aceitou a Cristo e vive conforme seus ensinamentos é Cristão e não Evangélico.

1 João 2:6
aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou.

Que Deus abençoe a todos! Amém.

Silzemar Donizetti Felício (Branco)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

As Duas Naturezas de Cristo


“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo.1:14).

A Bíblia ensina que Jesus é tanto verdadeiro homem quanto verdadeiro Deus, duas naturezas em uma só pessoa.

Natureza humana de Cristo
Jesus foi concebido pelo Espírito Santo em Maria (Lc.1:35)
Jesus possuía corpo mente e emoções humanas (Lc.2:40; Mt.4:2; Lc 23:46: Mc.13:32; Jo.11:35 Jo.13:21);
Jesus não possuía o pecado original, nunca pecou e, sendo verdadeiro Deus também não era sujeito a pecar (Hb. 4:15: 7:26; IPe.1:16; 2:22 I Jo 3:5);

Jesus precisava ser o verdadeiro homem para:
1-    Obedecer a lei no nosso Lugar (Rm.5:18-19);
2-    Se oferecer como sacrifício por nós (Hb.2:16-17)
3-    Compadecer-se como sumo sacerdote.(Hb.2:18);
Jesus será um homem para sempre (Jo.20:25-27; At.1:11; 7:56);

A Natureza Divina de Cristo  
Jesus é chamado de Deus diretamente de DEUS na Bíblia (Is.9:6; Jo.1:1; 20:28; Rm9:5; Tt2:13; Hb.1:8; II Pe.1:1);
Jesus possuía atributos divinos (Ap.22:13; Jo.21:17; Mt.9:1-6; 28:20);
Jesus Recebe Adoração (Fp. 2:9-11; Hb.1:6; Ap.5:12-13);

Jesus precisava ser o verdadeiro Deus:
1-     Para arcar com toda a pena de pecado todos os pecados dos que crêem
2-     porque, como vem do Senhor (Jn. 2:9); Só Deus poderia salvar o homem , porque só alguém que fosse verdadeiro Deus e Verdadeiro homem poderia ser mediador entre Deus e os Homens (I Tm.2:5)

A Encarnação: União das duas Naturezas na pessoa Única de Cristo
Jesus assumiu uma natureza humana em sua encarnação, e desde então possui uma perfeita humanidade (Corpo e Alma) e uma Perfeita Divindade; duas naturezas completas que, apesar de unidas, preservam suas propriedades, formando uma única pessoa, Jesus Cristo.

Uma natureza faz coisas que a outra não faz (Jo.16:28; Mt.28:20);
Tudo o que uma das naturezas faz, a pessoa de Cristo faz (I Co.15:3);
Títulos que nos lembram de uma natureza podem ser empregados em referência à pessoa; mesmo quando a ação é realizada pela outra natureza (Lc.1:43; ICo.2:8).

Heresias:
a) Arianismo: Ensina que Jesus não era o verdadeiro Deus, mas um deus menor que o Pai; b) Kenoticismo: Ensina que Jesus abriu mão de atributos divinos quando se tornou homem e deixou de ser plenamente Deus;
b) Apolinarismo: Ensina que Jesus possuía apenas um corpo humano, mas não um espírito humano, pois o lugar do espírito foi ocupado pela natureza divina de Cristo;
c) Nestorianismo: Ensina que havia duas pessoas em Cristo, uma pessoa humana e outra divina;
d) Monofisismo: Ensina que Cristo possuía uma só natureza, originada de uma mistura das naturezas divina e humana;

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. Editora Vida Nova, capitulo.36
Revista CPAD, Jesus Cristo Verdadeiro homem e Verdadeiro Deus.


Este é um esboço de uma aula sobre as duas naturezas de Cristo ministrada por André Aloísio na I.E.Q. Jardim Von Zubem, no dia 10 de fevereiro de 2008.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Atributos de Deus

 












Os Atributos de Deus são as características, a soma das quais definem quem Ele é. Eles refletem diversos aspectos ou pontos de vista da mesma essência divina.

Independência: Deus é totalmente independente de maneira que não precisa de ninguém.
 (Jo. 5:26; At. 17:28; Ap. 4:11);
Eternidade: Deus é eterno, nunca nasceu e nunca irá morrer simplesmente sempre existiu. Ele criou o tempo, tudo para DEUS é um constante presente.  Ao mesmo tempo em que ele está no passado, está no presente e também no futuro. (Ex. 3:14; SL. 90:2; II Pe. 3:8);
Imutabilidade: Deus é perfeito não existe nele erros, nem dúvidas. Deus não pode mudar, o verdadeiro senso de Justiça vem de DEUS. (SL. 102:25-27; ML. 3:6; Tg. 1:17; SL. 33:11; Nm. 23:19);
Unidade: Deus não está dividido em partes, mas percebemos atributos diversos enfatizados em momentos diferentes. Não existe um atributo mais importante do que outro. (I Jo.1:5; 4:16);
Trindade: Deus existe e sempre existiu eternamente como 3 pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – E cada um é plenamente DEUS, e existe só um Deus . Todos os atributos aplicam-se a cada pessoa da Trindade. (Mt. 3:16; Mt. 28:19; I Jo. 5:7)
Espiritualidade: Deus é Espírito, não tem corpo. Ele existe como um ser que não é feito de matéria e que não tem partes ou membros,formas ou dimensões (I Jo. 4:24;I Tm.1:17; Ex. 20:4-6; Dt.4:15-16). As passagens que atribuem a DEUS partes corporais (II Cr. 16:9; Sl. 91:1-4) devem ser entendidas em sentido figurado, são antropomórficas;
Amor: Deus é amor o que significa que ele se doa eternamente aos outros (I Jo. 4:8; Jo. 17:24).
Deus ama a todos mais não da mesma forma. (Mt. 5:45; Rm. 8:35-39; Rm. 9:13);
Justiça: (Dt. 34:4; Gn. 18:25;Is. 30:18; Jr. 9:24; At. 17:31);
Ira: Deus odeia o pecado (Rm. 1:18; 9:22-23; Jo. 3:36). O cristão não deve temer a ira de Deus, visto que foi salvo dela pela justiça de Cristo (Rm. 5:9);
Vontade: A vontade de Deus envolve as escolhas divinas do que fazer e não fazer (Mt. 10:29; Ef. 1:11; Ap.4:11; At4:27-28; Tg4:13-15). A vontade de Deus é divida em Vontade declarada, que é tudo aquilo que está registrado na Bíblia e vontade Decretada, refere-se  ao que Deus determina , tudo que irá acontecer. (Rm. 8: 29 ao 30; 9: 11 ao 18; Ef. 1: 4 ao 5 e 1: 11 Rm. 9: 19 ao 24; Is. 46: 10; Mt. 10: 29);

Buscar conhecer a Deus é uma obrigação primordial e deve ser considerado a terefa mais importante na vida do Cristão. Sem conhecer a Deus é impossível ser salvo, agradá-lo e adorá-lo verdadeiramente. (Jo. 4:22) Para conhecer a Deus é necessário que Ele se revele a nós (Mt. 11:17; Rm. 1:19), pois não podemos conhecê-lo pelo nossos próprios esforços (I Co. 1:21) Deus se revela na natureza e principalmente em sua palavra. Tudo é mediante a sua vontade através da fé que Ele mesmo nos concede, pois não vem de nós vem Dele. (Ef. 2:8; Rm. 12:3)

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. Editora Vida Nova, caps.11, 12, 13.


sábado, 14 de janeiro de 2012

A Trindade - Agostinho de Hipona

Este texto é um trecho do tratado teológico A Trindade, de Agostinho de Hipona (354-430 d.C), retirado do Livro 1, Capítulo 6. Neste trecho Agostinho prova que Jesus é Deus assim como o Pai, sendo consubstancial (mesma substância) a Ele.



Aqueles que afirmaram que nosso Senhor Jesus Cristo não é Deus, ou que não é verdadeiro Deus, ou que não é um só Deus com o Pai, ou que não é imortal por ser mutável sejam convencidos de seu erro pelo claríssimo testemunho e pela afirmação unânime dos Livros santos, dos quais são estas palavras: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus" (Jo.1.1). Está claro que nós reconhecemos o Verbo de Deus como o Filho único do Pai, do qual se diz depois: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo.1.14), em referência ao nascimento pela sua encarnação, ocorrida no tempo, tendo a Virgem como mãe.

 Nessa passagem, o evangelista declara que o Verbo não é somente Deus, mas consubstancial ao Pai, pois, após dizer: "E o Verbo era Deus", acrescenta: "No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi feito por ele e sem ele nada foi feito do que existe" (Jo.1.2-3). Diz "tudo", de modo a incluir tudo o que foi criado, ou seja, todas as criaturas. Consta aí claramente que não foi criado aquele por quem tudo foi criado. E se não foi criado, não é criatura, e se não é criatura, é consubstancial ao Pai. Toda substância que não é Deus, é criatura, e a que não é criatura, é Deus. E se o Filho não é consubstancial ao Pai, é uma substância criada; e se é uma substância criada, todas as coisas não foram feitas por ele. Ora, está escrito: "Tudo foi feito por ele"; portanto, é consubstancial ao Pai. Assim, não é somente Deus, mas verdadeiro Deus.

Bibliografia: A Trindade, Agostinho de Hipona, Editora Paulus
Créditos para o blog teologia e vida. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Porque SANTIDADE na Adoração?

  há alguns dias atrás entrei no ônibus fretado da empresa e saindo do trabalho encontrei um folheto que com certeza edificou minha vida, mas não só naquele momento como também nesse momento que estive relendo o texto. Resolvi postar aqui para que Deus abençoe os leitores, pois o texto é totalmente verdadeiro e creio que foi escrito não com a sabedoria do homem, mas através do Espírito Santo.

Comunidade Evangélica Cristo Vive
Porque SANTIDADE na Adoração?
Texto Salmos 29:2, 96:9.
Talvez seja uma pergunta muito simples e lógica para aqueles que vivem a mais de 5 anos no cristianismo. Mas esta experiência é uma das mais ricas que um ser humano pode participar e isso nos leva a uma reflexão continua para guardar e meditar nos corações, é algo que jamais poderemos deixar de lado pela importância e efeito que trás para nossa alma.
Porque Santidade na Adoração?
Embora a resposta possa ser resumida em uma pequena frase: Por que Ele é Santo! Acredito que seja mais edificante poder tratar de forma mais profunda este tema, e para isso, vamos trazer algumas implicações.
Nas escrituras lemos “Adorai ao senhor vestido de trajes santos, tremei diante dele, todos os habitantes da terra.” SL 96:9
Adorar é reconhecer
Uns dos parâmetros sobre o conceito de adoração em relação á postura.
Adorar implica em reconhecer. Isso significa que numa postura de adoração estamos reconhecendo que é o ser adorado. Ou seja, Deus é adorado por que Ele “É”. (SL. 29:2) O esplendor da sua santidade motiva a adoração, a sua revelação faz nos prostrar; seu poder faz admirar e manifestar a sua Glória; seus benefícios são impactantes para nossa vida e não podemos ficar calados diante deles. A criação, além de ver que tudo é sustentado nele, nos impacta e comove. Isaias ao ver os serafins ouve deles “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória” Is 6:3.
Desta forma o adorador cumpre sua função unicamente ao ter conhecido a Deus. Sem este conhecimento não haverá uma adoração verdadeira.
Não falo de um conhecimento intelectual, mas de um conhecimento sustentado numa relação pessoal através do seu filho Jesus Cristo.
“porque nele habita corporalmente toda plenitude da divindade” Col 2:9
“Eu o Pai somos um” João 10:30
Adorar é aceitar
Outro conceito é que adoração implica em aceitação do quem Ele significa para nós. O fato de conhecer quem Ele é de saber de forma profunda o que Ele significa para nossas vidas faz crescer um conceito enorme de santidade sobre a sua pessoa. Ao saber do contraste entre nossa vida imperfeita e limitada e a perfeição e santidade dele, além da sua moral e senhorio, só pode produzir admiração, admissão e adoração.
“Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos exércitos!” Isa 6:5
Assim a adoração é incompleta e ineficaz no mero conhecimento dele. É necessário também, reconhecer nossa condição em contraste de sua divindade.
“Temei a Deus, e daí lhe glória; porque é checada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Ap 14:7
Pr. Davinson

domingo, 30 de maio de 2010

BRANCO - BIOGRAFIA

Silzemar Donizetti Felício, mais conhecido como "Branco", nasceu na cidade de Campinas-SP no dia 16 de Novembro em 1985. Aos 13 anos ganhou um violão velho de seu Pai e começou a tocar os primeiros acordes. Aos 14 anos comprou uma guitarra velha e aprendeu as primeiras escalas e a improvisar usando apenas escalas penta-tônicas com um guitarrista de um bairro próximo.
 Depois estudou com um professor particular com quem aprendeu muito, um excelente guitarrista, Professor Douglas Eurico. Em um período complicado onde não poderia continuar a pagar suas aulas Douglas deu aulas de graça, e se tornou um dos melhores amigos de Branco. Branco evoluiu em poucos meses de aula e começou a dar aulas de guitarra para amigos de escola.
 A os 16 anos contraiu uma TENDINITE que o impediu de ter uma vida ativa com a guitarra naquele momento, então passou a estudar muito mais teoria musical do que praticar. Branco se recuperou, voltou a estudar, compor e a praticar várias horas por dia, as vezes estudava mais de 6 horas por dias. Em 2005 completou 18 anos, passou a estudar sozinho e formou a Banda Êxtase (POP ROCK). Aos 19 parou de ministrar aulas, por falta de tempo e passou a frequentar uma igreja que seu Pai era membro. Se converteu ao Cristianismo, foi batizado e entrou para o grupo musical da igreja.
 Em 2008 procurou por outros médicos, por causa das fortes dores por todo corpo. Ainda em 2008 gravou uma versão demo de sua primeira música instrumental, Adrenalina 7ª M. No decorrer do seu aprendizado e vivência musical escreveu muitas músicas e criou alguns projetos.
  Em 2009 decidiu definitivamente em não abandonar a música, mas conselhar com outra profissão, já que não se tem um bom retorno financeiro no meio musical quando não há fama ou reconhecimento. No ano de 2010 criou um projeto da banda SEEDS OF TRUTH, mas ainda não iniciaram os ensaios e gravações, SEEDS OF TRUTH é uma banda rock progressivo que terá a missão te trazer o evangélho de Apocalypse e mensagens positivas para as vidas de muitas pessoas. Apocalypse será o 1ª albúm da banda, mais ainda não há previsão para o lançamento. Em Abril desse mesmo ano conheceu Marcello Mathias Emes, marido de Angelica Ricci que convidou para tocar na banda como guitarrista solo. Nesse ano de 2010 dispertou grandes expectativas na sua carreira músical. Em 2011 a banda de Angelica Ricci não entrou em contato e aparentemente encerrou o projeto.

Além de músico é também produtor musical, estudante de Tecnologia da Informação e Mecatrônica. Atualmente se dedica ao trabalho (Líder de Produção), música, trabalha na finalização de algumas composições instrumentais para o seu CD solo e também na produção de outros artistas Sertanejo, Rop Rock, Rock Progressivo e Gospel.  













Link no myspace

http://www.myspace.com.br/brancoguitar

http://www.youtube.com/watch?v=nv0EjR7F7ME


SEEDS OF TRUTH
- EM BREVE

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Entrevista com Ariovaldo Ramos














Edição 210 27/05/2002

ARIOVALDO RAMOS

Ética no púlpito

Missionário há 26 anos, líder evangélico diz que este é o momento de discutir limites para a atuação religiosa


Uma das lideranças mais destacadas da comunidade evangélica é o pastor batista Ariovaldo Ramos. Missionário desde 1976, ele trabalha no Serviço de Evangelização para a América Latina e é secretário da Associação Evangélica Brasileira, entidade que reúne as chamadas igrejas históricas, aquelas que prezam as doutrinas fundamentais da Reforma Protestante. Ramos anda preocupado. O crescimento das igrejas neopentecostais, impulsionado por pregações superemocionadas e muitos investimentos em mídia, tem abafado o discurso dos evangélicos históricos. Em conseqüência disso, a sociedade passa a acreditar que os protestantes em geral valorizam o dinheiro acima de tudo e se submetem sem questionamentos às orientações de pastores que fazem o que bem entendem com os recursos das igrejas. "Infelizmente, é esse o estereótipo que hoje tem predominado", diz o teólogo. Dos 26,1 milhões de evangélicos brasileiros, 67,6% estão em segmentos não-tradicionais. Analisados sob uma perspectiva histórica, esses dados ganham relevância impressionante. Os primeiros protestantes desembarcaram no Brasil em 1855. Os pentecostais começaram suas pregações em 1910. E os neopentecostais, grupo ao qual pertence a Igreja Renascer, surgiram no fim dos anos 70 e já representam cerca de 25% da população evangélica. Para falar sobre esse assunto e alguns outros que hoje dominam a pauta no meio protestante, Ariovaldo Ramos concedeu a seguinte entrevista:


Perfil

Otávio Dias


• Dados pessoais
46 anos, casado, pai de duas filhas

• A trajetória
Filósofo e teólogo, é missionário do Serviço de Evangelização para a América Latina, diretor da Faculdade Latino-Americana de Teologia Integral, professor de História do Pensamento Protestante e presidente no Brasil da organização de ajuda humanitária Visão Mundial

ÉPOCA – O senhor acha que na reportagem de capa de ÉPOCA da semana passada, "Os caloteiros da fé", há indícios de perseguição religiosa contra os evangélicos?
Ariovaldo Ramos - Não, não acho. Acho que foi um trabalho jornalístico baseado em fatos. Espero que os líderes da Igreja Renascer consigam se defender.

ÉPOCA – A bispa Sonia Hernandes tem falado em nome dos evangélicos. Ela tem autoridade para isso?
Ramos – Não, ela não tem. Nenhum de nós pode falar em nome de todos os evangélicos. Isso porque um dos princípios básicos do protestantismo é a livre organização. Cada comunidade se organiza como bem entender. Portanto, cada igreja só pode falar por si própria.

ÉPOCA – Essa auto-organização inclui o gerenciamento do dinheiro?
Ramos – Sim, perfeitamente. Nas igrejas históricas, quem administra os recursos é um tesoureiro legitimamente eleito pela comunidade. Ele responde a um conselho fiscal que, por sua vez, presta conta na assembléia geral da igreja. Além disso, todas as organizações evangélicas – creches, escolas, hospitais, asilos – ligadas a igrejas históricas têm as contas auditadas. O processo financeiro é transparente e os documentos podem ser examinados por qualquer fiel.

ÉPOCA – O que aconteceria se alguns cheques doados por um fiel à igreja aparecessem depositados na conta de uma empresa de propriedade de um dos líderes religiosos?
Ramos – Esse líder seria suspenso até que tudo fosse esclarecido. Ele seria chamado para depor na instância superior à qual a denominação de sua igreja esteja vinculada. Também teria de ressarcir o fiel e, caso não se justificasse bem, seria exonerado.

ÉPOCA – Na Igreja Renascer não há um fórum superior ao qual os fiéis possam levar as queixas contra o apóstolo Estevam Hernandes e a bispa Sonia. Isso é usual?
Ramos – O que posso dizer é que nas igrejas protestantes históricas sempre há fóruns superiores. E também nas igrejas pentecostais, como a Assembléia de Deus, e mesmo em algumas neopentecostais. São órgãos como tribunais eclesiásticos, conselhos de pastores e convenções denominacionais.

ÉPOCA – Quais são as denominações evangélicas históricas?
Ramos – São aquelas diretamente oriundas da Reforma, como as igrejas luteranas, presbiterianas, batistas, metodistas, episcopais, congregacionais, entre outras. Essas são as mais conhecidas.

ÉPOCA – No que a pregação dessas igrejas difere da apresentada pelos neopentecostais?
Ramos – Essas novas denominações evangélicas normalmente buscam seus fundamentos na Teologia da Prosperidade, pensamento formulado nos anos 70 pelo americano Kenneth Hagin. Trata-se de uma teoria que defende de forma radical o princípio de que o cristão tem de ser abençoado com bens materiais. Esse elemento, que já existia na Teologia Protestante original, tornou-se o elemento central dessa nova Teologia da Prosperidade.

ÉPOCA – E qual é o problema desse discurso?
Ramos – Há pelo menos dois equívocos. Primeiro, ao concentrar suas esperanças em si próprio e na obtenção de bens imediatos, o cristão adepto dessa teoria normalmente deixa em segundo plano objetivos que para a Teologia Protestante são prioritários, como a construção de uma nova sociedade. Há outra crítica. A Teologia da Prosperidade está inserida no sistema capitalista, que prega a acumulação, a exploração do homem pelo homem. Esse sistema tem de estar sob vigilância e não ser referendado.

ÉPOCA – Mesmo com essas contradições as igrejas neopentecostais podem ser consideradas protestantes?
Ramos – A bem da verdade, podem sim. É preciso lembrar que a Reforma Protestante, antes e acima de tudo, foi um movimento em busca da livre interpretação da Bíblia e da livre organização. Agora, ao usar essa conquista da liberdade, muitos grupos religiosos romperam com uma série de parâmetros da igreja protestante autêntica.

ÉPOCA – Por exemplo?
Ramos – Uma coisa que acontece: não se pode tirar um trecho bíblico do contexto. Você não pode chegar e dizer: "Olha, eu estava lendo esse versículo e senti que Deus está querendo dizer isso e aquilo". Não é correto construir uma teologia a partir de uma sensação que você teve.

ÉPOCA – E isso ocorre?
Ramos – Sim! Nas igrejas neopentecostais muitas doutrinas são construídas a partir de experiências individuais, e isso não encontra suporte na Teologia Protestante.

ÉPOCA – Por que as igrejas históricas não têm competência para se organizar como as neopentecostais, que têm difundido sua teologia em emissoras de rádio e TV?
Ramos – Em primeiro lugar, porque nós não captamos tanto dinheiro. Nossas igrejas são sustentadas pelos dízimos dos fiéis e a coleta é feita num único momento do culto, sem constrangimentos, sem pressão. Quanto ao uso da mídia, acredito que tem de ser feito com base em critérios éticos. Não se pode fazer um programa de TV que vá coagir emocionalmente o público e seja desnecessariamente agressivo. O ideal é usar a mídia para fazer uma exposição criteriosa das Escrituras. Nós, das igrejas históricas, temos sérios questionamentos quanto à forma como algumas igrejas têm utilizado os meios de comunicação, e não gostaríamos de participar disso.

ÉPOCA – O princípio da livre interpretação e associação, tão caro aos protestantes, não dá espaço para a ação de muitos aventureiros?
Ramos – Riscos, há. Toda liberdade implica riscos. Mas não significa que devemos rever esse princípio. O que precisamos fazer é começar a discutir os limites éticos da livre interpretação e da auto-regulamentação. Claro que já existem parâmetros estabelecidos pelo Estado. Mas, além desses, precisamos criar os nossos. Será um longo debate. Estamos diante de um grande desafio.

ÉPOCA – Como os protestantes históricos se posicionarão na campanha presidencial?
Ramos – A recomendação da Associação Evangélica Brasileira é a de que o voto é pessoal, inalienável, e não pode ser dado sob coação. Não pode haver nenhuma pressão sobre o eleitor, o fiel não é obrigado a votar em um candidato só porque ele se diz evangélico. Tem de votar de acordo com sua livre consciência.

ÉPOCA – Pastor, o senhor é missionário desde 1976. Deu para ficar rico?
Ramos – (Risos.) Eu? Eu, não. Sou um cidadão da classe B, acho que "B menos"... (Risos.) Tenho um apartamento de 70 metros quadrados financiado pelo SFH, dois Palios, um 1998 e outro 1997, um quem usa é minha mulher, também financiados.